Ruas históricas na cidade cenográfica do Parque do Povo resgatam a Memória de Campina Grande | DINEY DE MELO

Entre o passado e o presente: como a festa do Maior São João do Mundo relembra a História.

Ruas históricas na cidade cenográfica do Parque do Povo resgatam a Memória de Campina Grande

Publicado em: 2024-06-22

Veículo: Repórter Junino

Sobre esta publicação

Durante o tradicional “Maior São João do Mundo”, em Campina Grande, um dos aspectos fascinantes e nostálgicos é a cidade cenográfica na parte superior do Parque do Povo. Além de proporcionar um ambiente autêntico e festivo para os visitantes, esse espaço também preserva memórias importantes de ruas que não existem mais na realidade, mas que são fundamentais para a História da cidade.

A festa se modernizou significativamente ao longo dos anos. A cada edição, novos layouts são implementados para melhorar a movimentação e a experiência dos forrozeiros. Entretanto, um elemento constante que mantém a conexão com o passado do município, são as ruas recriadas na cidade cenográfica. Essas ruas, como a Beco da Pororoca, o Beco 31, a Rua Quebra Quilos e o Lago do Capitólio, são homenagens a lugares que foram essenciais à História de Campina Grande, mas que mudaram de nome ou simplesmente não existem mais.

Enquanto os visitantes dançam o arrasta-pé ou procuram se deliciar com as comidas típicas, muitas vezes não percebem os nomes dos lugares pelos quais passam.

Mas qual a importância dessas ruas?

Beco da Pororoca

Hoje com o nome de Travessa Almirante Alexandrino, o Beco da Pororoca, formado entre 1930 e 1950, era uma vila habitada principalmente por operários do ciclo do algodão. Sua relevância histórica é acentuada pelo fato de Campina Grande ter se desenvolvido em torno da Vila da Pororoca, da estação ferroviária Great Western, do Açude Velho e da Catedral. Nos anos 1990, o local tornou-se um ponto de encontro popular entre os jovens, ganhando destaque no “folclore boêmio” da cidade. Maria Garrafada, figura icônica associada ao Beco da Pororoca, foi eternizada por artistas renomados como o cordelista Manoel Monteiro e o cantor Jackson do Pandeiro.

Beco 31

Atualmente chamada de Rua Monsenhor Sales, o Beco 31 teve seu nome originado na década de 1920, quando abrigava o Clube Renascença 31 e uma sociedade dançante. O local também foi sede do antigo jornal “Correio de Campina” e da antiga “Livraria Pedrosa”. Conhecido também por ser ponto de encontro de boêmios, o Beco 31 destacou-se durante o auge da cultura algodoeira na cidade.