A história que molda o legado de Nevinha das Cerâmicas | DINEY DE MELO

A Empreendedora que transformou sua produção de barro em sucesso internacional

A história que molda o legado de Nevinha das Cerâmicas

Publicado em: 2024-11-19

Veículo: Coletivo F8

Sobre esta publicação

Assim como o barro se transforma em arte nas mãos certas, Maria das Neves Paiva, conhecida popularmente como Nevinha das Cerâmicas, moldou os desafios que encontrou ao longo dos anos em uma trajetória de sucesso. Nascida e criada no município de Itabaiana, na Paraíba, nunca imaginou que o empreendedorismo que começou de forma humilde a levaria a ser reconhecida internacionalmente por sua cerâmica preta.

O ateliê de Nevinha já exportou suas peças para diversos países da Europa, como França, Alemanha e Inglaterra. O último pedido de um restaurante inglês encomendou cerca de 1.500 peças que demandou, de maneira exclusiva, 6 meses de produção no ateliê.

Desde jovem, se define como uma pessoa criativa e otimista, características que, junto com sua fé, foram essenciais para o seu sucesso:

“Quando a gente acredita que Deus existe e que ele pode tudo, não dá nada errado! Quando estou fazendo alguma coisa, eu não penso negativo. Porque eu digo que Deus é maior e quando ele bota a mão, ele conclui e capacita a gente pra resolver”.

Ainda na adolescência, começou a trabalhar no comércio local, mas sua vida tomou um rumo diferente após os 18 anos, quando conheceu o marido, Antônio Teixeira de Paiva, mais conhecido como Tôta. Foi ele, um habilidoso artesão de Itabaiana, o responsável por apresentá-la ao universo da cerâmica.

Após o casamento com Tôta, Nevinha se mudou da casa da mãe para morar com o marido. Pouco tempo depois, se afastou do comércio para se dedicar inteiramente à casa e aos dois filhos. Mesmo com as dificuldades financeiras e os estudos interrompidos ainda no primário, ela se empenhou em garantir que os filhos tivessem acesso à educação.

A mudança de cenário permitiu que observasse a vida de outra perspectiva e mergulhasse mais profundamente na arte da cerâmica, dando início ao que mais tarde se transformaria em um próspero negócio. Com sua visão criativa enxergou no ofício uma boa oportunidade e sugeriu que abrissem juntos um ateliê próprio. Inicialmente, Tôta não acreditou no potencial do negócio, mas quando Nevinha coloca uma ideia na cabeça, não há quem tire:

“Quando quero algo eu corro atrás, às vezes não dá certo, mas eu insisto e no fim, dá! Eu sou uma pessoa que acredita muito em tudo que vou fazer.”